Reciprocidade: você sabe praticar?

gatilhos-mentais-reciprocidadeTenho percebido por todos os lados um nível grande de cobrança em relação ao outro. O outro precisa ser flexível, o outro precisa se adaptar às minhas necessidades, o outro precisa atender meus padrões de qualidade, o outro precisa atender meus prazos, o outro precisa atender minhas expectativas e se moldar aos meus valores e cultura.

Na posição de clientes, exigimos bastante de nossos fornecedores, preço, prazo, forma de pagamento, qualidade. Queremos pagar menos, bem menos, mas queremos o melhor. Mas será que na posição de fornecedor, conseguiríamos atender o padrão e a flexibilidade que tanto exigimos quando estamos na posição de cliente?

Esses dias, num grupo de empreendedoras do qual faço parte, o Empreendedoras013, estávamos comentando sobre como os produtos vindos de empresas não éticas, que usam trabalho escravo, exploram crianças em sua cadeia produtiva ou utilizam matéria prima de qualidade duvidosa impactam nas vendas daqueles que sim, são éticos e respeitam o consumidor.

O mesmo se dá na relação com os colaboradores. Uma empresa que exauri seu time para aumentar as vendas e não o reconhece financeiramente, não está praticando a reciprocidade. Você trabalharia nas condições que oferece e pelo salário que paga? Numa relação em que não há um ganha-ganha, todos perdem. Podem não perder no curto prazo, mas a relação ganha-perde não se sustenta por muito tempo.

Se queremos prosperar, precisamos pensar no coletivo, na prosperidade de todos os envolvidos no processo, tratando nosso fornecedor como gostaríamos de ser tratados na posição dele, e tratando nossos colaboradores como gostaríamos que eles tratassem nossos clientes. Isso requer uma mudança de mentalidade e na cultura das nossas empresas, e nisso eu posso te ajudar.

Um abraço,

Jeane

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